Estudos Biblicos


O Prejuízo de Fugir de Deus  |  Pr. Olavo Feijó

Jonas 1:10 - Então estes homens se encheram de grande temor, e disseram-lhe: Por que fizeste tu isto? Pois sabiam os homens que fugia da presença do SENHOR, porque ele lho tinha declarado. 

Para fugir da missão que o Senhor lhe dera, Jonas pega um navio para o outro lado do mundo. Mal saíram do porto, uma feroz tempestade ameaça de naufrágio a embarcação. Foi só quando percebeu o impacto da sua desobediência que Jonas se posicionou: "Em seguida, Jonas contou que estava fugindo de Deus, o Senhor. Aí os marinheiros ficaram mais apavorados ainda e disseram - veja só o que você fez!" (Jonas 1:10).

Se não soubéssemos que o livro do profeta Jonas relata com realismo a biografia de alguém, poderíamos dizer que a obra constitui um exemplo espetacular de ficção criativa. Com direito a discussões como o Altíssimo, a terrível tempestade com ondas destruidoras, a peixe engolidor de gente, a pregação que muda uma cidade inteira, a profeta irritado com o êxito da sua pregação...

A história da humanidade, bem como nossa própria historia pessoal, é uma variação sobre o tema Jonas. De um lado, o Senhor sempre vindo ao nosso encontro. Do outro lado, nós outros sempre a fugir de Deus. Temos mil razões para fugir. E Ele tem apenas uma razão para nos buscar: a incompreensível realidade do Seu amor por nós. Como é bom saber, lendo a Bíblia, que "o amor cobre uma multidão de pecados". Que nossa fragilidade e teimosia nunca suplantarão a providência amorável do Senhor. Por mais que Satanás tente nos convencer de que o caminho é fugir de Deus, o Espírito de Cristo nos prova que o Senhor está lá adiante, na pocilga de nossa vida, esperando por nós. Pronto para cumprir a Sua vontade, usando-nos como Seu instrumento. Continua não compensando a atitude de fugir de Deus.




A esperança do crente segundo a Bíblia

A frase acima é parte do versículo onze de Apocalipse capítulo três, o último livro da Bíblia. São palavras do Senhor Jesus dirigidas ao anjo da igreja que está em Filadélfia. As primeiras palavras do texto são “eis que venho sem demora…” e em seguida a advertência, “guarda o que tens…” Devemos refletir sobre esse assunto e extrair dele lições.

Ao meditar nessa frase, duas perguntas me vem a mente.
Guardar o que? O que é que eu tenho? Cabe aqui um
questionamento que cada um de nós deve fazer. Por isso
pergunto, o que  é que você tem? Há uma palavra que,
acredito, pode trazer luz sobre essa questão: a palavra
depósito.

Quando tivemos um encontro com Jesus, um verdadeiro
milagre aconteceu. A cruz foi nosso ponto de encontro com
Cristo onde recebemos o bom, abundante e completo
depósito divino. A lista é extensa porém, podemos destacar
alguns elementos que representam esse depósito.                     

-         Salvação
-         Espírito Santo
-         Palavra de Deus
-         Amor
-         Fé
-         Esperança
-         Dons
-         Ministérios

Toda pessoa realmente convertida, se torna um depositário dessas riquezas divinas, as quais fazem dela, alguém mais que vencedor!

O apóstolo Pedro ensina: “Visto como o seu divino poder
nos deu tudo o que diz respeito à vida e piedade… pelas
quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas,
para que por elas fiqueis participantes da natureza divina…
” – II Pe 1:3-4

Observe o que o texto diz: Ele nos deu TUDO!

Ao estabelecer a nova aliança, o Senhor prometeu dar um
novo coração, tirar o coração de pedra e colocar um coração
de carne, por em nós o seu Espírito, seus estatutos e fazer-nos
andar neles – Ez 36:26-27.

A nova vida em Cristo proporciona todos esses benefícios,
porém, infelizmente se apregoa um evangelho tão distante
dessas verdades, capaz de “produzir” um “cristão” que mal
sabe o que tem… Se esse “cristão” mal sabe o que tem,
o que ele vai guardar?

Vivendo num mundo cujo sistema tenta sufocar o valor divino
depositado em nós, devemos –   lançar mão das armas da
nossa milícia que são poderosas em Deus para destruição de
fortalezas – II Cor 10:4

–  fortalecer-nos no Senhor e na força do seu poder –
Ef 6:10

–       orar em todo tempo com toda oração e súplica no
Espírito – Ef 6:18

–       combater o bom combate, acabar a carreira, guardar
a fé – II Tim 4:7

Concluindo, quero encorajar você a não aceitar nenhum tipo
de imposição do mundo, e recomendar as palavras de Paulo
dirigidas a Timóteo. “Ó Timóteo, guarda o depósito que te
foi confiado…” – I Tim 6:20. “Guarda o bom depósito pelo
Espírito Santo que habita em nós.” – II Tim 1:14

Pr. Adhemar de Campos
GPM.Com.Br - GPM Studio
Sl 33.18,19
"Eis que os olhos do SENHOR estão sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua misericórdia, para livrar a sua alma da morte e para os conservar vivos na fome"

A ESPERANÇA BÍBLICA DO CRENTE

A esperança, pela sua própria natureza, diz respeito ao futuro (cf. Rm 8.24,25). Porém, ela abrange muito mais do que uma simples vontade ou anseio por algo futuro. Esta esperança consiste numa certeza na alma, i.e., uma firme confiança sobre as coisas futuras, porque tais coisas decorrem da revelação e das promessas de Deus. Noutras palavras, a esperança bíblica do crente está intimamente vinculada a uma fé firme (Rm 15.13; Hb 11.1) e a uma sólida confiança em Deus (Sl 33.21,22). O salmista expressa claramente este fato mediante um paralelo entre "confiança" e "esperança": "Não confieis em príncipes nem em filhos de homens, em quem não há salvação.

Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio e cuja esperança está posta no SENHOR, seu Deus" (Sl 146.3,5; cf. Jr 17.7). Por conseguinte, a esperança firme do crente é uma esperança que "não traz confusão" (Rm 5.5; cf. Sl 22.4,5; Is 49.23); a esperança, portanto, é uma âncora para o crente através da vida (Hb 6.19,20).

A BASE DA ESPERANÇA DO CRENTE

O alicerce da esperança segura do crente procede da natureza de Deus, de Jesus Cristo e da Palavra de Deus.

(1) As Escrituras revelam como Deus sempre foi fiel, no passado, ao seu povo. O Salmo 22, por exemplo, revela a luta de Davi numa situação pessoal crítica, que ameaça a sua vida. Todavia, ao meditar nos feitos de Deus no passado ele confia que Deus o livrará: "Em ti confiaram nossos pais; confiaram, e tu os livraste" (22.4). O poder maravilhoso que o Deus Criador já manifestou em favor do seu povo está exemplificado no êxodo, na conquista de Canaã, nos milagres de Jesus e dos apóstolos, e em casos semelhantes, os quais edificam a nossa confiança no Senhor como nosso Ajudador (cf. 105; 124.8; Hb 13.6; ver Êx 6.7 nota). Por outro lado, aqueles que não conhecem a Deus não têm em que se firmar para terem esperança (Ef 2.12; 1Ts 4.13).

(2) A plenitude da revelação do novo concerto em Jesus Cristo acresce mais uma razão para a esperança inabalável em Deus. Para o crente, o Filho de Deus veio para destruir as obras do diabo (1Jo 3.8), que é o "deus deste século" (2Co 4.4; cf. Gl 1.4; Hb 2.14; ver 1Jo 5.19 nota; ver o estudo
O SOFRIMENTO DOS JUSTOS). Jesus, ao expulsar demônios durante o seu ministério terreno, demonstrou seu poder sobre Satanás (ver o estudo PODER SOBRE SATANÁS E OS DEMÔNIOS). Além disso, pela sua morte e ressurreição, Ele esmagou o poder de Satanás (cf. Jo 12.31) e demonstrou o poder do reino de Deus (ver o estudo O REINO DE DEUS). Não é de se estranhar, portanto, o que Pedro exclama a respeito da nossa esperança: "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos" (1Pe 1.3). Jesus é, pois, chamado nossa esperança (Cl 1.27; 1Tm 1.1); devemos depositar nEle a nossa esperança, mediante o poder do Espírito Santo (Rm 15.12,13; cf. 1Pe 1.13; ver Êx 17.11 nota). (3) A Palavra de Deus é a terceira base da esperança. Deus revelou sua Palavra através dos profetas e apóstolos no passado; Ele os inspirou pelo Espírito Santo para escreverem isentos de erros (2Tm 3.16; 2Pe 1.19-21; ver o estudo A INSPIRAÇÃO E A AUTORIDADE DAS ESCRITURAS). Pelo fato de que sua eterna Palavra permanece firme nos céus (Sl 119.89), podemos depositar nossa esperança nessa Palavra (Sl 119.49, 74, 81, 114, 147; 130.5; cf. At 26.6; Rm 15.4). De fato, tudo quanto sabemos a respeito de Deus e de Jesus Cristo vem da revelação infalível das Sagradas Escrituras.

A SUMA ESPERANÇA DO CRENTE

A suprema esperança e confiança do crente não deve estar em seres humanos (Sl 33.16,17; 147.10,11), nem em bens materiais, nem em dinheiro (Sl 20.7; Mt 6.19-21; Lc 12.13-21; 1Tm 6.17; ver Nm 18.20 nota; ver o estudo RIQUEZA E POBREZA), antes deve estar em Deus, no seu Filho Jesus e na sua Palavra. E em que consiste esta esperança?

(1) Temos esperança na graça de Deus e no livramento que Ele nos oferece, nas tribulações desta vida presente (Sl 33.18,19; 42.1-5; 71.1-5,13-14; Jr 17.17,18).

(2) Temos esperança de que chegará o dia em que nossas tribulações cessarão aqui na terra, quando esta não estará mais sujeita à corrupção, e terá lugar a redenção (ressurreição) do nosso corpo (Rm 8.18-25; cf. Sl 16.9,10; 2Pe 3.12; ver At 24.15 nota; ver o estudo A RESSURREIÇÃO DO CORPO).

(3) Temos esperança da consumação da nossa salvação (1Ts 5.8; ver o estudo TERMOS BÍBLICOS PARA SALVAÇÃO).

(4) Temos a esperança de uma casa eterna nos novos céus (2Co 5.1-5; 2Pe 3.13; ver Jo 14.2 nota), naquela cidade cujo arquiteto e edificador é Deus (Hb 11.10).

(5) Temos a bendita esperança da vinda gloriosa do nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo (Tt 2.13), quando, então, os crentes serão arrebatados da terra, para o encontro com Ele nos ares (1Ts 4.13-18; ver o estudo O ARREBATAMENTO DA IGREJA), e, quando, então, nós o veremos como Ele é e nos tornaremos semelhantes a Ele (Fp 3.20,21; 1Jo 3.2,3).

(6) Temos a esperança de receber a coroa da justiça (2Tm 4.8), de glória (1Pe 5.4) e da vida (Ap 2.10). Finalmente, temos a esperança da vida eterna (Tt 1.2; 3.7); da vida garantida a todos que confiam no Senhor Jesus Cristo e o obedecem (Jo 3.16,36; 6.47; 1Jo 5.11-13).Com promessas tão grandes reservadas àqueles que esperam em Deus e no seu Filho Jesus, Pedro nos conclama: "estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós" (1Pe 3.15).
Fonte: Bíblia de Estudo Pentecostal